Aneurisma de Artéria Esplênica

O aneurisma de artéria esplênica é o aneurisma visceral mais comum, caracterizado pela dilatação anormal da artéria que irriga o baço. Apesar de muitas vezes assintomático, pode representar risco importante à saúde, especialmente pelo potencial de ruptura, que pode levar a hemorragia grave e emergência médica.

O manejo adequado exige avaliação especializada, conhecimento profundo da anatomia vascular abdominal e domínio das técnicas modernas de tratamento endovascular, hoje amplamente utilizadas com excelentes resultados.

O que é o aneurisma de artéria esplênica?

Trata-se de uma dilatação localizada da artéria esplênica, geralmente causada pelo enfraquecimento da parede arterial. Pode ocorrer em diferentes segmentos da artéria e variar de tamanho e forma.

Na maioria dos casos, é diagnosticado de forma incidental, durante exames de imagem realizados por outros motivos.

Por que o aneurisma esplênico merece atenção?

Embora muitos aneurismas esplênicos sejam assintomáticos, o principal risco é a ruptura, que pode causar:

  • Hemorragia intra-abdominal grave
  • Instabilidade hemodinâmica
  • Risco de morte, se não tratada rapidamente

O risco de ruptura é maior em:

  • Aneurismas de maior diâmetro
  • Mulheres, especialmente durante a gestação
  • Pacientes com hipertensão portal ou doenças hepáticas
  • Crescimento progressivo do aneurisma

Por isso, a decisão entre acompanhar ou tratar deve ser feita com critério técnico, embasado cientificamente e experiência.

Embora muitos aneurismas esplênicos sejam assintomáticos, o principal risco é a ruptura, que pode causar:

  • Hemorragia intra-abdominal grave
  • Instabilidade hemodinâmica
  • Risco de morte, se não tratada rapidamente

O risco de ruptura é maior em:

  • Aneurismas de maior diâmetro
  • Mulheres, especialmente durante a gestação
  • Pacientes com hipertensão portal ou doenças hepáticas
  • Crescimento progressivo do aneurisma

Por isso, a decisão entre acompanhar ou tratar deve ser feita com critério técnico, embasado cientificamente e experiência.

Principais causas e fatores associados

O aneurisma de artéria esplênica pode estar associado a:

  • Aterosclerose
  • Hipertensão arterial
  • Gravidez e alterações hormonais
  • Hipertensão portal e cirrose hepática
  • Doenças inflamatórias ou infecciosas
  • Traumas
  • Doenças do tecido conjuntivo
  • Doenças auto-imunes

Cada paciente deve ser avaliado individualmente para identificação dos fatores de risco envolvidos.

Sintomas do aneurisma esplênico

Na maioria das vezes, o aneurisma esplênico é assintomático. Quando presente, os sintomas podem incluir:

  • Dor abdominal superior ou no flanco esquerdo
  • Dor lombar
  • Desconforto abdominal inespecífico

Em casos de ruptura, os sintomas são súbitos e intensos, caracterizando uma emergência médica.

Como é feito o diagnóstico?

O diagnóstico é realizado por meio de exames de imagem, que permitem avaliar o tamanho, a localização e as características do aneurisma:

Ultrassom com Doppler – exame inicial e acompanhamento
Angiotomografia (angio-TC) – exame de escolha para planejamento terapêutico
Angiorressonância – alternativa em casos selecionados
Arteriografia – exame diagnóstico e terapêutico em situações específicas

A correta interpretação desses exames é fundamental para definir a conduta mais segura.

Quando o aneurisma de artéria esplênica deve ser tratado?

Nem todo aneurisma esplênico exige tratamento imediato. A decisão entre acompanhamento clínico e intervenção cirúrgica deve ser individualizada, considerando o risco de ruptura e o perfil do paciente.

De forma geral, o tratamento é indicado nas seguintes situações:

  • Aneurismas sintomáticos, independentemente do tamanho
  • Aneurismas com diâmetro ≥ 2,0 cm (Recomendação CIRSE 2024) ou  ≥ 3,0 (recomendação SVS 2020), especialmente quando associados a fatores de risco
  • Crescimento progressivo do aneurisma em exames de acompanhamento
  • Mulheres grávidas ou com desejo gestacional, independente do diâmetro
  • Pacientes com hipertensão portal ou cirrose, devido ao risco aumentado de ruptura
  • Aneurismas pseudoaneurismáticos, geralmente relacionados a trauma ou inflamação
  • Aneurismas com morfologia de maior risco
  • Ruptura do aneurisma, situação de emergência médica

Esses critérios reforçam a importância do seguimento especializado, mesmo em pacientes assintomáticos.

Tratamento com foco em técnicas endovasculares

Atualmente, o tratamento endovascular é a opção preferencial, por ser menos invasivo e apresentar excelentes resultados.

Tratamento endovascular do aneurisma esplênico

O procedimento é realizado por meio de punção arterial, sem cortes, utilizando cateteres e guiado por imagem. As principais técnicas incluem:
  • Embolização do aneurisma com coils (molas) e/ou outros materiais oclusivos
  • Exclusão do aneurisma do fluxo sanguíneo, preservando a circulação adequada
  • Em casos selecionados, uso de stents cobertos
Vantagens do tratamento endovascular:
  • Menor agressão cirúrgica
  • Menor tempo de internação
  • Recuperação mais rápida
  • Menor risco de complicações
  • Excelente taxa de sucesso

Acompanhamento após o tratamento

Após o tratamento, é fundamental realizar:

  • Seguimento clínico regular
  • Exames de imagem periódicos
  • Controle dos fatores de risco

O objetivo é garantir a exclusão completa do aneurisma e prevenir novas alterações vasculares.

Especialização no tratamento de aneurismas viscerais

O tratamento de aneurismas de artéria esplênica exige experiência específica em doenças vasculares complexas.
Nesta clínica, o cuidado é conduzido por cirurgiã vascular e endovascular com Pós-Doutorado na área de aneurismas viscerais, com atuação focada em técnicas endovasculares e minimamente invasivas, aliando ciência, tecnologia e planejamento individualizado.

Quando procurar avaliação especializada?

Procure avaliação vascular se você:

  • Recebeu diagnóstico de aneurisma esplênico em exame de imagem
  • Apresenta dor abdominal persistente sem causa definida
  • Possui fatores de risco associados
  • Está planejando gestação e tem diagnóstico de aneurisma
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Divisor Vermelho Dra Nayara Cioffi

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