Aneurisma de artérias poplíteas e subclávias

Aneurisma da artéria poplítea

O aneurisma de artéria poplítea é o aneurisma periférico mais comum e ocorre na artéria localizada atrás do joelho, responsável pela irrigação da perna e do pé. Está frequentemente associado à aterosclerose e é mais prevalente em homens acima dos 60 anos, muitas vezes coexistindo com aneurisma de aorta abdominal.

Embora possa permanecer assintomático por longos períodos, o aneurisma poplíteo apresenta alto risco de trombose e embolização distal, podendo levar à isquemia aguda do membro inferior.

Aneurisma da artéria poplítea

Sintomas do aneurisma poplíteo

Muitos pacientes não apresentam sintomas iniciais. Quando presentes, podem incluir:

  • Sensação de massa ou pulsação atrás do joelho
  • Dor ou desconforto local
  • Claudicação (dor ao caminhar)
  • Frialdade, dormência ou alteração de cor do pé
  • Episódios de embolização distal, com dor súbita no membro

A trombose do aneurisma pode causar isquemia aguda, situação que exige atendimento imediato.

Diagnóstico

O diagnóstico é feito por meio de:

  • Ultrassom vascular com Doppler, exame inicial e de rastreamento
  • Angiotomografia, essencial para avaliar extensão, presença de trombo e planejamento do tratamento
  • Angiorressonância, em casos selecionados

Esses exames permitem definir o risco e o melhor momento para intervenção.

Indicações de tratamento

A indicação de tratamento é individualizada, mas geralmente recomendada nas seguintes situações:

  • Aneurismas sintomáticos, independentemente do tamanho
  • Aneurismas com diâmetro geralmente ≥ 2,0 cm
  • Presença de trombo mural
  • Evidência de embolização distal
  • Crescimento progressivo ao acompanhamento

Tratamento

Existem duas técnicas para tratamento do aneurisma de poplítea, e a escolha da técnica depende de muitos fatores associados às condições clínicas do paciente, à anatomia do aneurisma e à circulação arterial do membro.

Técnica endovascular

Na técnica Endovascular, ou minimamente invasiva, uma endoprótese é colocada no local do aneurisma. É realizada uma punção na virilha, por onde o dispositivo é introduzido. Através de imagens de Raio-X, a endoprótese é colocada no local do aneurisma, fazendo com que o sangue passe agora por ela e não mais pela parede do aneurisma.

Em situações de trombose aguda do aneurisma, antes de realizar a correção final é necessário o procedimento de trombólise, na qual através de cateteres especiais medicações trombolíticas que dissolverão os coágulos formados são injetadas no membro. Após o re-estabelecimento da circulação abaixo do joelho, o aneurisma é definitivamente tratado.

Técnica aberta

Na técnica aberta é realizada a ligadura proximal e distal do aneurisma, e a circulação é restaurada através de uma ponte de veia safena (enxerto ou “bypass”). É uma técnica excelente em termos de resultados a longo prazo, porém envolve a realização de pequenos cortes no membro tanto para acesso ao aneurisma como para retirada da veia safena.

Aneurisma de subclávia

O aneurisma de artéria subclávia é uma condição rara que acomete a artéria responsável pela irrigação do membro superior. Pode estar associado a aterosclerose, trauma, infecções, alterações congênitas ou processos inflamatórios.

Apesar de menos frequente, o aneurisma subclávio pode causar complicações importantes, como embolização distal, compressão de estruturas nervosas e trombose arterial.

Técnica endovascular e Aberta

Aneurisma de subclávia

O aneurisma de artéria subclávia é uma condição rara que acomete a artéria responsável pela irrigação do membro superior. Pode estar associado a aterosclerose, trauma, infecções, alterações congênitas ou processos inflamatórios.

Apesar de menos frequente, o aneurisma subclávio pode causar complicações importantes, como embolização distal, compressão de estruturas nervosas e trombose arterial.

Aneurisma de subclávia

Sintomas do aneurisma subclávio

Os sintomas variam conforme o tamanho e a localização do aneurisma e podem incluir:

  • Dor ou sensação de pressão no ombro, clavícula ou braço
  • Massa pulsátil supraclavicular
  • Dormência, formigamento ou fraqueza no membro superior
  • Sinais de isquemia distal, como frialdade ou mudança de coloração da mão
  • Sintomas neurológicos por compressão de nervos adjacentes

Diagnóstico

O diagnóstico envolve:

  • Ultrassom Doppler, para avaliação inicial
  • Angiotomografia, exame fundamental para definição anatômica
  • Angiorressonância, quando indicada

Esses exames permitem avaliar o risco de complicações e planejar o tratamento com precisão.

Indicações de tratamento

Devido ao risco de embolização e ruptura, o tratamento é geralmente indicado quando:

  • O aneurisma é sintomático
  • Há crescimento progressivo
  • Existe risco de embolização distal
  • O aneurisma apresenta diâmetro significativo

A indicação é sempre individualizada, considerando risco-benefício.

Tratamento

O tratamento endovascular, com implante de stent coberto, é frequentemente a primeira escolha quando a anatomia é favorável, por ser menos invasivo e com recuperação mais rápida.

A cirurgia aberta pode ser necessária em casos específicos, como:

  • Anatomia desfavorável
  • Envolvimento de ramos importantes
  • Falha do tratamento endovascular

Acompanhamento especializado

Ambos os aneurismas exigem:

  • Seguimento clínico regular
  • Exames de imagem seriados
  • Controle rigoroso de fatores de risco cardiovascular

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Divisor Vermelho Dra Nayara Cioffi

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