Aneurisma de artéria mesentérica inferior e de ramos viscerais

Os aneurismas da artéria mesentérica inferior (AMI) e os aneurismas de ramos viscerais — incluindo pancreatoduodenal, gastroduodenal, gástrica e gastroepiplóica, jejunal, ileal e cólica — representam um grupo de aneurismas raros, porém potencialmente graves, devido ao elevado risco de ruptura.

Com exceção dos aneurismas da artéria mesentérica inferior, que se origina diretamente da aorta abdominal e é responsável pela irrigação da porção distal do intestino, os demais acometem ramos secundários das artérias viscerais principais, responsáveis pelo suprimento sanguíneo de diferentes segmentos do trato gastrointestinal.

Esses aneurismas são diagnosticados com maior frequência em homens acima dos 60 anos, muitas vezes de forma incidental durante exames de imagem realizados por outras indicações.

Importância clínica

Apesar de seu pequeno tamanho em muitos casos, os aneurismas de ramos viscerais apresentam risco elevado de ruptura, frequentemente independente do diâmetro. Além disso, podem estar associados a:

  • Processos inflamatórios
  • Pancreatite crônica (especialmente nos ramos pancreatoduodenais)
  • Infecções
  • Traumas
  • Alterações hemodinâmicas secundárias a obstruções arteriais proximais

Por esses motivos, exigem avaliação especializada e decisão terapêutica criteriosa.

Indicações de tratamento

Devido ao alto risco de ruptura, a grande maioria dos aneurismas da artéria mesentérica inferior e dos ramos viscerais apresenta indicação de tratamento cirúrgico, mesmo quando assintomáticos.

De forma geral, estão indicados:

  • Com exceção dos aneurismas jejunal e ileal, que tem recomendação de tratamento com diâmetro  ≥ 2,0 cm, os demais têm indicação de cirurgia independente do diâmetro
  • Aneurismas sintomáticos
  • Pseudoaneurismas, frequentemente relacionados a inflamação ou trauma
  • Aneurismas rotos, caracterizando emergência médica

Tratamento com foco em técnicas endovasculares

Na grande maioria dos casos, o tratamento é realizado por meio de técnicas endovasculares, que permitem a exclusão seletiva do aneurisma da circulação de forma minimamente invasiva, com alta eficácia e segurança.

As abordagens endovasculares incluem:

  • Embolização seletiva com coils (molas), plugs vasculares ou agentes líquidos
  • Exclusão do aneurisma do fluxo sanguíneo
  • Preservação da perfusão adequada dos segmentos intestinais

As vantagens dessa abordagem incluem:

  • Menor agressão cirúrgica
  • Menor tempo de internação
  • Recuperação mais rápida
  • Redução do risco de complicações

A escolha da técnica é sempre individualizada, com base na anatomia vascular e nas condições clínicas do paciente.

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Divisor Vermelho Dra Nayara Cioffi

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