Aneurisma de tronco celíaco

O aneurisma do tronco celíaco é uma dilatação anormal da artéria responsável pela irrigação de órgãos fundamentais do abdome superior, como fígado, baço e estômago, por meio de seus principais ramos (artérias hepática, esplênica e gástrica esquerda).

Trata-se de um aneurisma visceral raro, frequentemente diagnosticado de forma incidental durante exames de imagem. Apesar disso, pode apresentar risco significativo de complicações, especialmente ruptura e comprometimento do fluxo sanguíneo para os órgãos abdominais.

Importância clínica

Embora muitos pacientes sejam assintomáticos, o aneurisma do tronco celíaco merece atenção especial por sua posição estratégica na circulação abdominal. Dependendo do tamanho, da morfologia e da etiologia, pode estar associado a:

  • Dor abdominal inespecífica ou epigástrica
  • Risco de ruptura com hemorragia intra-abdominal
  • Alterações hemodinâmicas nos ramos viscerais

Além disso, aneurismas do tronco celíaco podem estar associados a doenças inflamatórias, aterosclerose, compressões vasculares ou pseudoaneurismas, o que influencia diretamente a conduta terapêutica.

Indicações de tratamento

A decisão pelo tratamento deve ser individualizada, levando em consideração o risco de ruptura e as características do aneurisma. De forma geral, o tratamento está indicado nas seguintes situações:

  • Aneurismas sintomáticos, independentemente do tamanho
  • Aneurismas com diâmetro igual ou superior a 2,0 cm
  • Crescimento progressivo em exames de acompanhamento
  • Pseudoaneurismas do tronco celíaco
  • Aneurismas de etiologia infecciosa ou inflamatória
  • Aneurismas rotos, caracterizando emergência médica

Tratamento com foco em técnicas endovasculares

Sempre que a anatomia permite, o tratamento endovascular é a estratégia de escolha. Essa abordagem possibilita a exclusão do aneurisma da circulação de forma minimamente invasiva, com preservação do fluxo sanguíneo adequado aos órgãos irrigados pelo tronco celíaco.

As técnicas endovasculares oferecem benefícios importantes, como:

  • Menor agressão cirúrgica
  • Menor tempo de internação
  • Recuperação mais rápida
  • Menor risco de complicações

A escolha da técnica — endovascular ou aberta — é baseada em critérios anatômicos, clínicos e de segurança, com planejamento individualizado para cada paciente.

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Divisor Vermelho Dra Nayara Cioffi

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